O Manchester United venceu o Burnley por 3 a 2 em Old Trafford, neste sábado (31), com um gol de pênalti de Bruno Fernandes nos acréscimos. O triunfo deu respiro ao técnico Ruben Amorim após dias turbulentos, mas não escondeu os graves problemas defensivos e, sobretudo, as falhas repetidas de seus goleiros, que seguem comprometendo a equipe neste início de temporada.
Vitória sofrida em Old Trafford
Foi preciso esperar até os 97 minutos para a torcida do United soltar o grito de alívio. Bruno Fernandes converteu o pênalti que garantiu o primeiro triunfo da equipe na Premier League 2025/26, após uma atuação marcada por oscilações, desperdício de chances e falhas defensivas.
O jogo parecia controlado quando Josh Cullen fez contra para abrir o placar, mas Lyle Foster e Jaidon Anthony aproveitaram vacilos defensivos para empatar duas vezes. Bryan Mbeumo até devolveu a vantagem aos donos da casa, mas um erro de Altay Bayindir devolveu o fôlego ao Burnley antes da decisão final de Fernandes.
“Eu nem vi o pênalti. Preferi olhar para os torcedores, porque sabia que o Bruno ia marcar”, revelou Amorim após o apito final.
Goleiros em xeque
O problema mais evidente do United segue sendo o gol. No meio de semana, Onana falhou contra o Grimsby e entrou na lista de culpados pela eliminação vexatória na Copa da Liga. Já contra o Burnley, Bayindir voltou a ter noite infeliz ao rebater para o meio o chute de Tchaouna, permitindo o empate dos visitantes.
“Ser goleiro do Manchester United neste momento é muito difícil. Tudo vira notícia. Troco de goleiro e os erros continuam acontecendo”, admitiu Amorim.
A crise no setor já fez a diretoria se movimentar. O belga Senne Lammens, do Royal Antwerp, é alvo e aguarda definição até o fechamento da janela de transferências.
Lesões e dúvidas no elenco
Além da instabilidade defensiva, Amorim viu duas preocupações extras surgirem: Matheus Cunha sentiu a coxa e deixou o campo no primeiro tempo, enquanto Mason Mount foi substituído no intervalo com dores. As baixas abrem espaço para Kobbie Mainoo, que vinha pedindo para sair por empréstimo, mas pode ter sua permanência forçada pela falta de opções.
Outro caso é o de Benjamin Sesko, que ficou no banco até a reta final. O atacante ainda não está 100% fisicamente após sofrer cãibras no duelo contra o Grimsby e deve ser administrado nos próximos compromissos.
O que vem pela frente
A vitória traz alívio momentâneo, mas a sequência preocupa. O United encara o rival Manchester City fora de casa no dia 14 de setembro, seguido por Chelsea (em casa) e Brentford (fora), três jogos que devem testar o trabalho de Ruben Amorim.
“Não penso em ponto de virada. É dia após dia. Hoje voltamos um pouco ao nosso nível, mas temos muito a melhorar”, disse o treinador.